11 de nov de 2010

não perca esse sorriso largo. falo sério!
ele só me faz sorrir, imagine vocês dois...
sempre perto, sem mistério.
sabemos o que vem depois
são minutos de império,
e a saudade dos lençóis.

5 de nov de 2010

Me, mim, comigo quer encontrar te, ti, contigo. Será que seremos nós, nos, conosco?

29 de out de 2010

O amor é um engasgo
E a gente não sabe se engole ou se vomita...

24 de out de 2010

Vontade de me vestir de flor , sair na chuva pra me regar
Sentir o cheiro de terra molhada....

22 de out de 2010

Na minha terra quando um caba sai da linha acaba levando um mororó...

17 de out de 2010

Quando eu me tornar só imagens e lembranças...


Preciso de um sorriso leve e um coração de pluma... e sonhos de aço.
É que moro em prédio Tio...se eu parar de escrever vou ter que gritar, aí acorda as pessoas... é proibido. Só eu tenho que sentir a dor silenciosamente.
Tô com medo de parar Tio! É que quando a gente para, o coração segue mais rápido, e não deixa a gente descansar. Tô com medo do passo que ele quer dar...
Ah Tio! É que acabei de ganhar o caderno de desenho. Preciso descobrir os segredos de cada página. Só assim saberei que cores farão o meu dia...
-É que tem horas que não sei falar palavras tio! Só lágrimas. Estas e os sorrisos são os mais fáceis de se falar. Mas o que sinto precisa chover, e eu desaprendi a chuva diante do sol, o qual é maior. Dái o sufocamento do casamento da viúva.
É que ainda não tenho força na moela, não aprendi voar direito. Talvez quando todo o lago congelado que está dentro de mim chover...
É que a gente perde o sono quando percebe que o sonho do outro não lhe inclui...e você fica sem querer dormir sozinho... por que sabe que ainda continua sonhando junto, mas acorda separado.

13 de out de 2010


Eu tenho medo de dizer que te amo, e o som das palavras te prenderem dentro delas. Assim como a fotografia prendeu nossos sorrisos no passado. Só quero dar um passo se for pra frente...por isso a expectativa de futuro...

15 de set de 2010

Tava feito passarinho
batendo asas bem longe...
agora querendo ninho.

9 de set de 2010

- É que só agora percebi, Tio! As coisas andam salgadas quando suor e lágrima molham a vida...
- Ah, Tio! Então a saudade é como as estrelas. A gente vê suas luzes, mas elas já não existem mais...

24 de ago de 2010

Todo dia ao sair de casa analisava por qual túnel iria seguir. É que por baixo da terra todos os caminhos são iguais. Mas quando se é minhoca, tudo fica mais fácil. Na cidade dos sosnhos, a melhor forma de se locomover é aprendendo o minhoquez...

4 de ago de 2010

...  o mundo é tão grande, tão grande, que nossos sorrisos cabem nele...
De repente o mundo ficou pequeno e grande demais. O que eu sinto nao cabe em mim. E um misto de tudo e nada...nao quero ser vazia...nao quero estar vazia...

1 de ago de 2010

diário de pinto e bordo

Procurando cheirinho de alecrim..comendo os pasteis de Belém, e me perdendo (de encanto) no castelo de São Jorge.

29 de jul de 2010

Naquele dia todos adoraram seu  BODIA COLORIDO.  É que eles não sabiam:  o sorriso largo de um espelhava o sorriso aberto do outro...

Já estava de malas prontas. Sabia que ficaria longe por um tempo. Dái, começou  fazer sua reserva particular do cheiro e do calor de sua pele. Derramaria suas lembranças nos lençóis, toda noite antes de dormir. Seria sua forma de estar sempre perto, acordando ao seu lado...

15 de jul de 2010

Hoje.

Jorge da Capadócia, Muito Romântico, Janta.

Repetidas vezes.


- É que o vento é a fada do dente do leão, menina. Acho que por isso ele é o rei. Ele consegue morder os céus.

14 de jul de 2010

É que quando chove, e a terra fica cheirosa, me lembro de você. Uma sensação de segurança, de aconchego... mas aí vem a chuva de tanajura...socorroooooooo!

13 de jul de 2010

"Sempre Perto"

É que você tem que saber: amar é estar sempre perto...mesmo quando não está dormindo na mesma cama, no quarto ao lado, na mesma cidade...mas saber que ao fechar os olhos se encontrarão  nos mesmos sonhos.

12 de jul de 2010

O índio

Ele nunca entendia por que aquele tambor sempre tocava, e tinha medo. Sabia que era uma anunciação. Assim, logo tratava de se distrair. Corria ao redor da fogueira, brincava com as brasas. Sentia o calor do fogo e se acalmava. Só que um dia o seu pai não voltou da caça. E o tambor soou bem mais forte...e cada vez mais perto. A fogueira não o aqueceu.O arauto trazia a chuva, chuva com gosto de sal. E ele chorou por dias, por todas as anunciações...

11 de jul de 2010






- Cada um tem que voar com as próprias asas menina, senão cansa.
- Mas Tio, e se minhas asas não estiverem prontas?
- Você enche seu coração de alegria...e vai subindo, subindo, feito bola de sabão...

6 de jul de 2010

Pássaro Vermelho





Ele pulsou durante uma semana na minha janela, fantasiado de paixão. Só que um dia também me pintei de vermelho, e voei. Ele nunca mais me visitou.

5 de jul de 2010

Plagiando...

- Você me ama?

- Muito.

 -  Muito quanto?

- Daqui até eu ir comprar um acarajé e nunca mais voltar.



Queiria eu que fosse daqui até a cozinha.

http://palavroteca.blogspot.com/2010/03/mensuracao.html

29 de jun de 2010

- Vamos, menina...só falta um pouquinho.
- Mas eu cansei tio. Essa ladeira é muito alta e minha bicicleta quebrou.
- E como você vai fazer para conquistar o mundo?!
- Ah tio!! Eu o conquisto com os olhos... mas vou precisar de sua ajuda. Me leva até o topo?
- Não...que eu vou chegar primeirooooo...

E seguiram correndo montanha acima. Ele, com ânsia de novos olhos e ela, com toda esperança brilhando no horizonte.

28 de jun de 2010

É que de repente começou tocar outra música, mais pausada e com batidas mais fortes. Passara a noite em claro, pois o som era muito nítido ao travesseiro. Queria que fosse um samba, uma valsa, um fado...mas sabia que era um choro...tocado num coração de alfaia...


Ela gostava de desenhar histórias, por isso ficou triste no dia que sua aquarela derreteu na chuva... suas lágrimas coloridas se juntariam ao mar. E o mar é muito grande pra se contar, não cabia no seu pincel...

Carta para ...

... É que ficar patinando e ouvindo o vento me dá a sensação de que tudo vai passar rápido. Que a velocidade das rodas vai antecipar a paz, mesmo por que, depois da lágrima tudo se resolve.



"Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?

... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!"

18 de jun de 2010


Ela andava suave, quase sem tocar o chão. Trazia sempre a leveza nos pés e no pensamento a certeza: "a poesia da lagarta é ter alma de borboleta”. Num instante, seu sorriso furta-cor me escapou seu segredo de pluma. Ela tinha asas transparentes.



17 de jun de 2010

A Cor do Vento



Hoje o vi de amarelo dançando com girassóis. Lindo! Mas prefiro seu terno aquarela de quando me traz teu cheiro. Se faz primavera.

16 de jun de 2010



Quando parou foi que percebeu onde estava. O piloto automático mais uma vez a levara para praça. Já sabia, então, o que estava por vir. Sabia que ia consumir aquele sentimento até a última gota, iria chorá-lo, iria ri-lo. Iria despersonalizá-lo. Iria esmagá-lo, e por fim ignorá-lo. Sairia de lá magra, sem excessos na sua alma. Era sua terapia, enterrar as mágoas. A praça se transformara num cemitério de emoções.

10 de jun de 2010

Pela estrada a fora...

Já estava pensando nisso há alguns dias. Essa era uma boa hora pra recomeçar. E com o novo ano começando (acabara de chegar no km 30), teve a certeza. É uma boa hora pra recomeçar. Tudo que fizera, até então, fora muito bom. Mas… e se tivesse pego o caminho errado? Se naquele momento tivesse ido pela esquerda e não pela direita? Isto nunca saberia. Sabia onde iria chegar se continuasse por onde estava indo. Como sempre gostou do impreciso, resolveu que aquela era a hora de recomeçar. Pensou em que ponto da sua história retomaria a história, escreveria diferente... e viu que o ponto só poderia ser um, já estava escolhido involuntariamente. Ela recomeçaria da época em que “não fazia a melhor ideia do que fazer da vida”. E se desejou um bom recomeço...

7 de jun de 2010

...só se as minhas ideias acenderem como vagalumes. Aí eu poderia dizer para minha amiga belga toda a história da foto. Da árvore encantada que morava na margem do Rio Madeira, e do trabalho pesado que tive na estação Madeira-Mamoré. Mas só quando as minhas ideias acenderem como vagalumes





http://librosfera.blogspot.com/2010/05/luzinterruptus.html

23 de mai de 2010

A pequena vestiu-se de branco, anunciando a sexta-feira. Como se fosse noiva, esperava uma vida inteira pela frente. A manhã lhe trazia um arco-íris e uma brisa suave. Além de uma muda de roupa, carregava consigo alguns livros e cedês e um peito repleto de esperanças. Sabia que depois da aula um novo mundo surgiria, e como de costume saiu com um largo sorriso no rosto.
Começava o fim de semana!

20 de mai de 2010

dos pequenos dizeres

Entre a caneta e o papel existe o indizível. Nossa missão é decifrar o que esse infinito espaço quer revelar, pois o vento pode mudar o caminho da tinta até a leitura.

18 de mai de 2010

do som das palavras

Saíra da aula com a pergunta do prefessor na cabeça: "Por que sua escrita é tão oblíqua?"
Oblíqua...oblíqua...oblíqua...Para ele a palavra oblíqua tinha o som da melodia que jorra do pote de percussão; da pedra lançada no lago; da caneca mergulhando na água do pote quase vazio.
Entendeu, então, o porquê de sua escrita ser torta, inclinada, sinuosa... Na próxima aula diria ao professor. Tenho sede! Tenho sede...

17 de mai de 2010

"as cores são das pessoas"

Eu gosto de escrever colorido. Mas , disseram-me que a cor atrapalha a leitura. Que escrever com letras pretas sobre fundo branco é menos cansativo para vista. Tudo bem. Posso discorrer o ébano sobre o marfim - adoro ouvir a melodia das palavras. Só não entendi, ainda, como ler um Monet em preto e branco...



5 de mai de 2010

De repente todos passaram a ter o nome do pai do imperador. Diz-se até que ele era rei. Também lembrei que poderia ser pássaro, brinquedo, aleijado (aquele sem braço), e até fazendeiro - o do pé de feijão . Coisa engraçada é ter " história" ...e todos os Dias.

28 de abr de 2010

Muro das lamentações I

1.Passei o fim de semana na cama, doente. Quanto mais dormia pior ficava. Eu hein?!!!
2.Fui trocar uma passagem na Tam (por que tenho créditos) e ela disse que eu voei o trecho bsb-jpa no dia 17/02/10. Como assim se eu estava em Olinda? Resultado, confusão e nenhuma viagem. Ela merece um juizado do consumidor.
3.O mês de maio nem começou e eu já estou lisa.
4.Na bosta do cinema da cidade só passa os filmes dublados .Não quero viajar esse fim de semana só para ver Alice. Que falta de delícia. U ó.
5.De ontem pra hoje fui dormir meia noite, fui acordada quase 1 da madruga, voltei a dormir 1:30, voltei a acordar as 4, pra re-voltar a dormir às 6, e levantar as 8, para chegar no trabalho ás 9:00...e nada está funcionando. O servidor da informática estava com problemas. Vou criar o serviço “ durma mais um pouquinho” tipo, o primeiro que chegar verifica como estão as coisas, daí liga pro amigos dizendo: pode dormir mais um pouquinho...
6.Descobri que já existe uma banda com o nome da minha banda (que ainda nem formei). Mimimimimi.
7.O corre-corre tá tão grande que ao invés de “postar” isso segunda, estou fazendo isso agora ( quarta-feira).
8.Ah e continuo sem ganhar na loteria.

27 de abr de 2010

De repente me vi com ciúmes de um amor que nunca tive. Mas não entendia como nossas vidas não haviam se cruzado antes. Como não era sua amante (impossível ), como não era sua melhor amiga? Só sei que desde o instante que o vira, me apaixonei...por uma pessoa, um ser humano. Feliz por existir pessoas como ela - lindas de graça. E que, humildemente, tento cativar um lugar ao seu lado. Eu e a raposa...

14 de abr de 2010

Pedaço de mim

Ele já havia lido algo sobre órgãos fantasmas. Lembrava o relato de quem ainda sentia seus braços amputados, suas unhas doídas, encravadas, nos pés que já nem haviam mais. Até cantarolou “ que a saudade dói latejada/ é assim como uma fisgada/ no membro que já perdi...” Sua dúvida era saber se o que estava sentindo era um formigamento fantasma de um órgão perdido, ou o renascimento de células que aprenderam com o fígado a arte de se regenerar. Na falta de explicação só continuou sentindo. Seu coração estava batendo.

29 de mar de 2010

Dez encontros...

Eles sempre caminhavam em direções opostas. Quase que todo dia, quase na mesma hora. Ao se cruzarem interrogações.
- O que será que ele está ouvindo?-ela.
- Será que ela presta atenção em mim?- ele.
Mais uma volta, o pensamento longe, e...
-Será que ele caminha todo dia?-ela.
-O que será que ela faz às terças e quintas que não vem caminhar?
Assim como o mundo gira, eles giraram.
-Quantas voltas será que ele dá?-ela.
-Quanto tempo faz que ela caminha? - ele.
E continuaram assim no seu ritual diário. Caminhando em direções opostas para poderem olhar na mesma direção. Um para o outro.

16 de mar de 2010

Apesar de sua oração não necessitar de tempo e espaço, era domingo e procurava um templo. Buscava algo que lhe trouxesse de volta os desejos, as perspectivas, as projeções de futuro. Depois de algumas voltas e lembranças, os quatro corações acharam o vale perdido. E sentiu o vento, pisou na terra, esquentou-se na fogueira e bebeu da água. Comungava. Viveu por alguns minutos lá, apenas lá. Não encontrou a si mesma... mas foram bons minutos vividos entre os mundos.

7 de mar de 2010

Lentamente a lágrima escorre
Gentil soneto na madrugada
Mas quão singela, ó dor velada
O puro e franco sal que morre...

4 de mar de 2010

Crôn...

Era uma vez uma crônica que, de tão pequena, as letras não couberam na sua palavra.

28 de fev de 2010

Ela, era ela

Numa quase sensualidade, a menina sapeca esperava. Sentada, à vontade, sobre a mesa, não imaginava que aqueles olhos a congelasse na pintura da madrugada. Vão os olhares vãos. Faltara-lhe uma gota de intenção, e duas de intensidade.

Na estrada... solidão

Diz-se que ela mudou de nome. Agora ela era Jack. Talvez entusiasmada com as tranças, ou com a possibilidade da aventura. O que sei é que ela gostava dos esqueletos... e bem depois dos esqueletos, das cinzas do fogo aceso.