23 de mai de 2010

A pequena vestiu-se de branco, anunciando a sexta-feira. Como se fosse noiva, esperava uma vida inteira pela frente. A manhã lhe trazia um arco-íris e uma brisa suave. Além de uma muda de roupa, carregava consigo alguns livros e cedês e um peito repleto de esperanças. Sabia que depois da aula um novo mundo surgiria, e como de costume saiu com um largo sorriso no rosto.
Começava o fim de semana!

20 de mai de 2010

dos pequenos dizeres

Entre a caneta e o papel existe o indizível. Nossa missão é decifrar o que esse infinito espaço quer revelar, pois o vento pode mudar o caminho da tinta até a leitura.

18 de mai de 2010

do som das palavras

Saíra da aula com a pergunta do prefessor na cabeça: "Por que sua escrita é tão oblíqua?"
Oblíqua...oblíqua...oblíqua...Para ele a palavra oblíqua tinha o som da melodia que jorra do pote de percussão; da pedra lançada no lago; da caneca mergulhando na água do pote quase vazio.
Entendeu, então, o porquê de sua escrita ser torta, inclinada, sinuosa... Na próxima aula diria ao professor. Tenho sede! Tenho sede...

17 de mai de 2010

"as cores são das pessoas"

Eu gosto de escrever colorido. Mas , disseram-me que a cor atrapalha a leitura. Que escrever com letras pretas sobre fundo branco é menos cansativo para vista. Tudo bem. Posso discorrer o ébano sobre o marfim - adoro ouvir a melodia das palavras. Só não entendi, ainda, como ler um Monet em preto e branco...



5 de mai de 2010

De repente todos passaram a ter o nome do pai do imperador. Diz-se até que ele era rei. Também lembrei que poderia ser pássaro, brinquedo, aleijado (aquele sem braço), e até fazendeiro - o do pé de feijão . Coisa engraçada é ter " história" ...e todos os Dias.